sábado, 19 de dezembro de 2015

Fechamento do ano


Aporte 2015:
Satisfeito parcialmente. Tudo correu na medida do possível. Aportei pouco, mas isso tem uma razão: retiro mensalmente mais de R$ 1.200,00 para um investimento em um ativo imobiliário e esse valor eu não contabilizo como aporte. É considerado um ativo não financeiro.
Assim, esse ano meu aporte em ativo financeiro alcançou a média de R$ 2.500,00 mensais.
.... se eu não tivesse investido no ativo imobiliário patrimônio líquido seria no mínimo: R$ 95.000,00.

Ainda assim, considero importante para o meu momento pessoal ter certo patrimônio em ativo não financeiro. Por "nesse momento" eu quero dizer: "quanto menos eu mexer no meu patrimônio, melhor!"
Pretendo vender um dos imóveis assim que eu tiver líquido o valor equivalente a ele ou se eu tiver um pouco mais de paciência quando a taxa básica de juros estiver menor que 10% (certamente isso ocorrerá beem a longo prazo). Outra possibilidade é vender em 2018/2019, quando finalizo meu investimento em um dos imóveis. Posso vender um ou todos os imóveis. Irá depender de muita coisa: valores, momento econômico, taxa básica de juros, etc.

Rentabilidade:
Satisfeito. Tudo dentro do controle.  Completei 1 ano de Bolsa esse ano. Minha rentabilidade poderia ter sido mais compensada caso eu reinvestisse religiosamente os proventos recebidos. Coisa que não fiz e que já tenho como meta para 2016.

Contas/Patrimônio:
Satisfeito parcialmente. Graças ao investimento imobilizado (o que considero como ativo não financeiro), meu aporte tem sido prejudicado em ao menos 50%.
Por morar sozinho minhas contas (despesas principalmente) acabam sendo muito voláteis. Isso é péssimo em momentos de alta inflação. Aluguel, compras de mercado, comida fora, tudo fode quem mora sozinho!

Quem mora sozinho e paga as próprias contas gasta dinheiro em tudo! Eu disse TUDO! Você não almoça de graça. Na casa dos seus pais, sim! Quem mora sozinho não mora de graça. Você, morando na casa dos seus pais, mora de graça! 

.... se eu morasse com meus pais eu teria, no mínimo, a mais: R$ 25.200,00 (considerando apenas minha despesa de moradia) 
.... se eu não tivesse empreendido no ativo imobilizado e se eu morasse com meus pais eu teria hoje: R$ 120.200,00.

Hobbie: faixa azul de jiu jitsu conquistada com muito suor (em 2016 talvez eu pratique algo mais leve, mas não deixarei de praticar alguma atividade física. Foi uma das melhores coisas que fiz em 2015. Atividade física é investimento!).

Meta para 2016 - revista recentemente:
Financeiramente, por enquanto meu objetivo passa a ser equilibrar a distribuição do meu capital líquido em 50% RF / 50% RV (isso é fácil de fazer com tão pouco patrimônio líquido). Talvez entre no mundo dos FII, mas acho pouco provável nesse momento.
Depois disso, darei o próximo passo em outra meta ainda não decidida. Uma coisa de cada vez.
Outra coisa a ser feita é reinvestir religiosamente todos os dividendos recebidos. Devo reinvestir o valor recebido em dividentos até eu balancear meus ativos em 50% / 50%. Não fiz esse reinvestimento em 2015.

De qualquer forma o mais importante que venho pensando é o seguinte. Inicialmente eu tinha feito alguns planejamentos para 2016. Basicamente, o plano era aportar da forma mais forte o possível. Entretanto, revi esse plano devido a uma série de fatores.

Fiquei com duas opções:

Primeira opção: Fazer aportes equivalentes à 20% da minha renda líquida, o que tendo por base o ano de 2015 - se eu não ganhar mais em 2016 - equivaleria a algo entre 25k/30k por ano. Pergunta: o que essa equação resolve a minha vida a curto/médio/longo prazo no que diz respeito à IF? Absolutamente nada. Sem contar que ainda me gastaria muita energia e saúde mental à medida em que eu me sentiria estagnado (pelo menos profissionalmente falando) durante o ano. Simplesmente "vou aportar e esperar que as coisas melhorarão"?

Segunda opção: Reverter o que seria aporte em empreendimento buscando ganhar um salário maior. Pergunta: o que esse comportamento resolve a minha vida a curto/médio/longo prazo? Muita coisa. Primeiro, psicologicamente me manterei livre de culpa por ter ficado "parado". Segundo e financeiramente, compensarei o período de aportes não realizado com os aportes que poderei fazer posteriormente com o aumento definitivo do meu salário e o que, consequentemente, poderá me trazer a uma IF mais rápida.

Filio-me ao entendimento da mãe do Corey que disse a ele: "seus planos só darão certo quando você calar sua boca". Concordo! Qualquer coisa que você queira fazer, faça em silêncio! E "estranhamente" na minha vida tudo que fiz em silêncio deu certo. Aquilo que comentei com alguém sobre o que "poderia" ocorrer, simplesmente "miô".

Resumindo as minhas opções: ou aporto a mesma merda de sempre e para a vida toda ou diminuo os aportes agora para poder aportar de maneira bem mais forte amanhã!

Se eu esperar e nada fizer, nada irá se resolver sozinho. A decisão de fazer no futuro algo que você poderia fazer agora é um substituto aceitável para efetivamente fazê-lo. Não comentarei o que estarei fazendo, seja aqui no blog ou seja com as pessoas mais próximas, simplesmente farei e ponto final.

Em 2016 (não só em 2016) precisamos ter uma estratégia concreta para eliminar os comportamentos autodestrutivos que o ser humano geralmente tem quando tudo está ruim.

Optando pela opção dois, no meu caso, irei me tornar mais produtivo e me esforçar principalmente para assumir o comando da minha vida. Não se pode fazer omelete sem quebrar os ovos! No lugar de ficar ruminando experiências passadas ou futuras devemos agir.

Quero evitar o sentimento paralisante com o qual termino esse ano e fazer alguma coisa drástica em 2016 para tomar outro rumo, também drástico. É por isso que irei aportar menos em 2016, aproveitar para empreender em 2016 de maneira mais introspectiva, pessoal e produtiva.

Meu emprego não é o emprego que quero para o resto da minha vida! O que devo fazer então? Agir! E agora! E é isso que eu vou fazer. Talvez eu faça posts curtos apenas sobre os fechamentos mensais, no máximo. Esses fechamentos são importantes para eu me disciplinar a ter um controle mais rígido sobre o que acontece com meus ativos.

Uma coisa é certa: se eu não começar a dar este passo agora, é evidente que eu continuarei no mesmo lugar em 2016, 2017, 2018, 2019.... .
Estou certo de que a jornada da IF envolve o abandono e renúncia de muitas coisas para você ter uma vida mais agradável lá na frente. Renunciarei agora aos pequenos aportes - que nem são substanciais assim - para, lá na frente, recuperar todo "tempo perdido". Aliás, tempo investido não é tempo perdido! Jamais!

Da próxima vez que você estiver diante de uma decisão que envolva escolher entre assumir ou não o controle de si mesmo, fazer sua própria opção, formule esta importante pergunta: "Por quanto tempo permanecerei morto, inerte?" Meu amigo, procure um jeito "inteligente" de mudar a sua vida. Agora!

Espero que 2016 todos tenham uma vida produtiva, feliz, com saúde e sucesso!

Abraço a todos!!

2 comentários:

  1. No mitarismo existe uma ordem de comando, "marcar passo". Sempre me incomodou levar uma vida assim.

    Passei a adotar um olhar futuro, olhar de motociclista.

    Para você ter ideia, nas minhas obras antes de fazer alguma coisa, imagino como ficará. Tem dado muito certo.

    Costumo me imaginar alcançando meu objetivo. Assim como no meu escritório de estudo, coloco frases e metas a cumprir, para minha mente ficar cobrando.

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    1. Devemos ficar insatisfeitos para buscarmos uma vida mais agradável. Ninguém busca algo mais se está satisfeito com certo padrão.
      Abraco

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